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Culto no lar

Mais forte que a morte

Roteiro de culto no lar · tema: Eu sou · a ressurreição e a vida · idades 5–14 · 20 min

Abertura

Semente que acorda: mostre alguns grãos de feijão (e, se deu para preparar uns dias antes, um feijão já brotando no algodão úmido). Pergunte: este grão parece vivo? Parece uma pedrinha, mas guarda vida lá dentro. Depois brinquem de estátua dorminhoca: todos deitados no chão, bem parados; quando quem conduz chamar um nome em voz alta, só essa pessoa pula de pé. Hoje vamos ver Jesus chamar um amigo pelo nome como ninguém nunca tinha feito.

Leitura

O texto é longo e emocionante. Conte antes, em poucas frases, os versículos 1 a 16: Lázaro, amigo de Jesus, ficou doente, e as irmãs dele, Marta e Maria, mandaram avisar Jesus. Depois leiam em três cenas: Marta (vv. 17 a 27), Maria e as lágrimas de Jesus (vv. 28 a 37) e o túmulo (vv. 38 a 44). No versículo 43, quem lê chama Lázaro bem alto. Se alguém da família perdeu uma pessoa querida há pouco tempo, leia com calma e deixe espaço para as lágrimas: Jesus também chorou.

17Então, chegando Jesus, descobriu que ele já estava no túmulo havia quatro dias. 18Ora, Betânia ficava perto de Jerusalém, a cerca de quinze estádios de distância. 19Muitos judeus tinham se juntado às mulheres que estavam com Marta e Maria para consolá-las pela morte do irmão. 20Então, quando Marta ouviu que Jesus estava chegando, foi ao seu encontro, mas Maria ficou sentada em casa. 21Portanto, Marta disse a Jesus: “Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. 22Mas mesmo agora eu sei que tudo o que pedires a Deus, Deus te dará.” 23Jesus lhe disse: “Teu irmão ressuscitará.” 24Marta lhe disse: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia.” 25Jesus lhe disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá. 26E todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá. Você crê nisso?” 27Ela lhe disse: “Sim, Senhor. Eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, aquele que vem ao mundo.” 28Depois de dizer isso, ela se retirou e chamou Maria, sua irmã, em segredo, dizendo: “O Mestre está aqui e está chamando você.” 29Quando ela ouviu isso, levantou-se rapidamente e foi até ele. 30Ora, Jesus ainda não tinha entrado na aldeia, mas estava no lugar onde Marta o havia encontrado. 31Então os judeus que estavam com ela na casa e a consolavam, vendo que Maria se levantou rapidamente e saiu, foram atrás dela, dizendo: “Ela vai ao túmulo para chorar ali.” 32Portanto, quando Maria chegou onde Jesus estava e o viu, prostrou-se aos seus pés, dizendo-lhe: “Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.” 33Jesus, ao vê-la chorando e ao ver também chorando os judeus que vieram com ela, gemeu no espírito e ficou profundamente perturbado, 34e disse: “Onde o colocaram?” Disseram-lhe: “Senhor, vem e vê.” 35Jesus chorou. 36Os judeus, portanto, disseram: “Vejam quanto carinho ele tinha por ele!” 37Alguns deles, porém, disseram: “Não poderia este homem, que abriu os olhos do cego, ter feito com que este também não morresse?” 38Jesus, novamente gemendo no íntimo, foi ao túmulo. Ora, era uma caverna, e uma pedra estava posta sobre ela. 39Jesus disse: “Tirem a pedra.” Marta, a irmã daquele que estava morto, disse-lhe: “Senhor, a esta altura já cheira mal, pois já está morto há quatro dias.” 40Jesus lhe disse: “Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus?” 41Então tiraram a pedra do lugar onde o morto estava deitado. Jesus levantou os olhos e disse: “Pai, graças te dou porque me ouviste. 42Eu sei que sempre me ouves, mas por causa da multidão que está ao redor eu disse isso, para que creiam que tu me enviaste.” 43Depois de dizer isso, clamou em alta voz: “Lázaro, vem para fora!” 44Aquele que estava morto saiu, com as mãos e os pés amarrados com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Jesus lhes disse: “Desatem-no e deixem-no ir.”
João 11:17–44 · Bíblia Portuguesa Mundial

Ensino

Quando Jesus chega a Betânia, Lázaro está no túmulo havia quatro dias. Marta vai ao encontro dele com uma frase que muitos enlutados conhecem: “Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.” Jesus não a repreende. Marta crê na ressurreição do último dia, uma esperança para um futuro distante. Jesus traz essa esperança para perto, para a própria pessoa dele: “Eu sou a ressurreição e a vida.” A ressurreição não é só um acontecimento; é alguém, e ele está ali, conversando com ela. Marta responde com uma das confissões mais bonitas da Bíblia (v. 27).

Jesus sabe que vai chamar Lázaro de volta e, mesmo assim, chora (v. 35). Ele não despreza a dor; entra nela. Depois, diante do túmulo aberto, ordena: “Lázaro, vem para fora!” E o morto sai. Lázaro morreria de novo um dia; o sinal aponta para algo maior: a ressurreição do próprio Jesus e a vida que ele dá a quem crê, vida que a morte não consegue apagar. Com as crianças, falem da morte com palavras simples e verdadeiras. Quem vive um luto pesado, ou sente que não quer mais viver, não precisa carregar isso sozinho: procure ajuda, inclusive pelo CVV 188.

Conversa

Para os pequenos

Para crianças

Para adolescentes

Para adultos

Atividade

Faixas soltas: enrolem os braços e as pernas de um voluntário (ou de um boneco) com papel higiênico, deixando o rosto livre, como Lázaro saiu do túmulo, com faixas (v. 44). Todos repetem a ordem de Jesus, Desatem-no e deixem-no ir, e desenrolam tudo juntos, entre risadas. Depois conversem: do que Jesus quer nos desamarrar hoje? Medo, tristeza, culpa?

Oração

Senhor Jesus, tu és a ressurreição e a vida. Obrigado porque choraste com Marta e Maria e estás conosco quando sofremos. Lembramos hoje de quem sentimos saudade: [nomes]. Guarda o nosso coração na tua esperança. E eu respondo como Marta: eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus. [Cada um completa com as próprias palavras.]. Em nome de Jesus, amém.

Bênção

Judas 1:24–25

Durante a semana

Semana da esperança: plantem juntos alguns feijões num algodão úmido e observem todo dia a vida que nasce do que parecia morto. Em cada refeição, alguém diz: Jesus é a ressurreição e a vida. Se há alguém de luto por perto (um vizinho, um colega, um parente), escolham juntos um gesto de consolo: uma visita, uma mensagem, uma refeição, lembrando que Jesus chorou com quem chorava.

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